Reportagem do “Zona Sul Memórias”

Texto e imagens de Ney Deluiz.

Depois de “O Rio que queria ser Paris”, chamamos esta exposição, de “O Rio que queria ser Rio”. Duas décadas, 60 e 70, de música, arte&poesia mas, sobretudo, concepções e modos de vida mais felizes! Postamos para ver o quanto contribuímos com esse estado mais alegre, apregoado, no passado, de maravilhoso, intentando reinventar o nosso estado mais feliz! passeata.leila.dinizEva Tudor, Tonia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Benguel abrem uma passeata contra a censura, no longínquo ano de 1968. A foto é da Agencia JB

Essas memórias seguem o esforço de congregar sentimentos que ainda vivem e pedem renascimento em nós. Foram retiradas da rede social que serviu maravilhosamente de base compiladora. Cada um vai somando de seu “acervo interno” o sentimento de afeto antigo que quer reviver, num ato criador de ambiente não do passado, mas totalmente atual e em valor. Tomam vida em todos nós e nada pode negar; reais em sentimento que são… Vejam a atualidade desta, perfeitamente viva, acesa e vibrante em nossa realidade interna:

Avenida Atlântica. Anos 40 Ao fio das horas, sonhos e ilusões se configuraram e, sem buscar, amadurecemos.

No carnaval de 1954 uma trupe de estrelas de Hollywood vieram ao Brasil e Argentina para festivais. A foto abaixo mostra a atriz de Cimarron, Irene Dunne na piscina do Copacabana Palace

E nos deparamos com momentos de profundo temor, clamando a liberdade daquelas décadas de 60 e 70 em que a música expressava a consciência literária e o povo cantava junto em festivais…


Rua Marquesa de Santos e ao fundo a rua Gago Coutinho no dia 1 de abril de 1964. Quarenta e nove anos de um dos mais tristes dias da história do Brasil

Deputados Raimundo Oliveira e José Eudes lutando contra a derrubada do prédio da UNE na Praia do Flamengo em 1980

Demolição do Prédio da Une – Praia do Flamengo 132 em 1980

E voltam olhares populares que nos fazem estacar e refletir a dinâmica atual face ao tempo de viver.


Rua São Clemente na altura da rua Real Grandeza ( a esquina está ao fundo). Na foto um transeunte passa pelo peixeiro e suas cestas de peixe. Anos 40

E vemos que pudemos viver noutro espaço emocional e real, mais largo & lento, mais humano e sustentador…

Pedestres caminham numa Avenida Nossa Senhora de Copacabana ainda ocupada majoritariamente por casas. Ao fundo, o hotel Copacabana Palace.Foto:  Acervo O Globo 5/1/1935

Rua Barata Ribeiro. 1928. Foto de Augusto Malta


Rua General Glicério. Laranjeiras. Anos 50

Iate Club Rio de Janeiro, anos 60. Urca

O simples, o alegre, o sofisticado e o natural se combinavam a fazer uma natureza bem humana e, talvez, mais feliz.


São Conrado,1914

Carnaval de rua no Rio de 1960. Foto de Marcel Gautherot. Acervo do Instituto Moreira Sales

Palacete da Família Guinle anos 20. Essa belíssima casa ficava na Praia de Botafogo e era uma das muitas mansões que perteceu a família Guinle. Anos depois sediou a embaixada da Argentina. A casa foi demolida nos anos 70 e hoje no lugar foi construído o Edifício Argentina. Só restaram algumas palmeiras imperiais que ainda estão lá. Fonte: Carioca da Gema


Rua Tonelero 76 em Copacabana.1950. Luiz Eduardo Perlingeiro morou os primeiros 17 anos de sua vida nessa casa com seus avós. Hoje abriga o restaurante Peixe Vivo

Imagens das mudanças da arquitetura, dos gostos, dos costumes e da própria arte; e finais saudosistas por parte de muitos que viram patrimônios tombarem…

Demolição do Cine Azteca no Catete. O cinema foi construído pelo grupo mexicano que controlava a Distribuidora Pelmex e funcionou de 12 de outubro de 1951 a 12 de maio de 1973. O prédio foi o primeiro pré-fabricado do Brasil com várias peças importadas que imitavam uma construção pré-colombiana. A sala comportava 1.780 lugares. Foi demolida em 1973 dando lugar ao prédio comercial Catete 228

Favela da Praia do Pinto. 1965. Ficava entre Leblon e Lagoa bem perto da sede do Flamengo. A favela foi destruída em um incêndio em 1969, quatros anos após essa foto

Palacete da Praia do Flamengo 340. Foto sem data. O Palacete da Praia do Flamengo 340 foi construído em 1920 e é fruto de uma história de amor. Apaixonado pela mulher, Demócrito Lartigau Seabra, filho de importante família de comerciantes da época, quis dar de presente à sua esposa, Maria José, a mais bela casa do Rio de Janeiro.  Contratou, para desenvolver o projeto, um arquiteto francês e, da mesma forma, mandou vir da Europa todas as peças de acabamento, como “parquets”, vitrôs, portais etc. e as de decoração, como tapetes, quadros, prataria etc.  Depois da morte de Maria José, em 1989, com 95 anos – o marido já havia morrido em 1932 – só o filho mais velho, Carlos Alberto, ficou morando no palacete. Com a sua morte, em 2001, o palacete foi vendido para uma firma que queria demoli-lo para construir no local um prédio. Não conseguiu, no entanto, realizar seu intento, porque a casa havia sido tombada, em 1997, pelo Departamento Geral do Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal de Cultura.  O educador e antiquário Carlos Alberto Serpa de Oliveira se interessou pelo palacete, comprando-o, em 2002, para nele instalar uma casa de cultura, dando-lhe o nome de sua mãe, Julieta de Serpa. Fonte:mundolivrefm

Feira na Rua Gago Coutinho. Anos 50

Assim, só nos falta viajar na reconstrução dos sentimentos que valeram no passado (deixando por terra os que não), já que nem formas nem tempo voltará. Só o presente chama à reconstrução desse Rio. Assim, só nos falta viajar na reconstrução dos sentimentos que valeram no passado (deixando por terra os que não), já que nem formas nem tempo voltará. Só o presente chama à reconstrução desse Rio. Postamos 137 imagens desse acervo que agradecemos à Rede Social e seus integrantes no facebook “Zona Sul Memórias”. (Siga as instruções para vê-las passar com as legendas)

Como ver o Slide_Show
Como ver o Slide_Show

E clique abaixo para vê-las em Slide-show:

chamada_slideshow

Se quiser “se perder no tempo” em rever esta exposição e com ela colaborar
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